| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Saltatorinae |
| Bonaparte, 1853 | |
| Espécie: | S. maximus |
O tempera-viola é um Passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como estevam (Bahia), sabiá-gongá (Pará e Pernambuco), sabiá-pimenta e trinca-ferro. Muito confundido com o trinca-ferro-verdadeiro (Saltator similis), daí alguns o chamarem pelo mesmo nome.
Seu nome científico significa: do (latim) saltador = dançarino; e de maximus = maior, grande. ⇒ Dançarino grande ou a maior das aves dançarinas.
Mede cerca de 19,5 cm de comprimento. Não apresenta dimorfismo sexual. O canto é uma estrofe curta e suave.
É o maior dos indivíduos do gênero Saltator que ocorre no Brasil, possui manto com uma bela coloração verde que se estende até a cauda com a mesma coloração. Apresenta a lateral da cabeça, peito e parte superior do ventre na cor cinza, possui o baixo ventre e crisso na cor canela, sua sobrancelha é curta e espessa, indo do loro até os olhos. Seu bico na cor cinza grafite é forte, maior e mais afilado que os demais do gênero. A garganta possui duas manchas escuras nas laterais como prolongamento da mandíbula, mancha clara entre elas, abaixo, na porção final das manchas escuras e entre elas, possui uma mancha castanha que varia de tamanho em cada indivíduo. Pernas e pés na cor cinza.
Difere do Trinca-ferro-verdadeiro pela coloração mais amarronzada do dorso, cauda verde e, principalmente, pela mancha de coloração marrom no pescoço que pode variar de tamanho.
Os jovens da espécie possuem as cores do dorso e peito esmaecidas, não tão bem definidas como no adulto. Também apresenta comissura labial distinta e bastante pronunciada, de fácil identificação.
Os jovens não apresentam a plumagem de indivíduos adultos antes dos três ou quatro meses. Sua plumagem diferenciada apresenta o queixo branco e garganta manchados; o supercilio é manchado de verde oliva e a coroa é verde oliva opaco; o baixo ventre e o crisso são acastanhados (Stiles e Skutch 1989).
Há cinco subespécies reconhecidas de (Saltator maximus)(Paynter 1970, Clements et al., 2009):
Saltator maximus maximus: Ocorre do leste da Colômbia, leste da Venezuela e Guianas, sudeste da Bolívia, Paraguai e Brasil (Paynter 1970).
Saltator maximus iungens: Ocorre no leste do Panamá, e noroeste da Colombia no leste para o vale inferior de Cauca (Paynter 1970).
Saltator maximus magniodes: Ocorre do sul do México ao sul do Panamá. Habita o sul do México, Chiapas e Quintana Roo, e também noroeste do Panamá (Paynter 1970).
Saltator maximus intermedius: Ocorre no sudoeste da Costa Rica, leste ao centro de Panama (Paynter 1970).
Saltator maximus gigantoides: Ocorre na encosta caribenha do México, do centro de Veracruz sul para norte Oaxaca e Tabasco (Paynter 1970).
Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Faz um ninho grosseiro com gravetos, folhas e gramíneas, em formato de tigela profunda. Põe de 2 a 3 ovos azul-claros manchados, com o período de incubação variando de 12 a 15 dias, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação.
É comum em bordas de florestas, clareiras arbustivas com árvores isoladas, capoeiras e plantações, principalmente em regiões mais úmidas. Não penetra em regiões serranas. Vive solitário ou aos pares.
Presente em toda a Amazônia e nas regiões central e leste do Brasil, estendendo-se para o sul até o Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. Encontrado também do México ao Panamá, em todos os demais países Amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia - e no Paraguai.